Palavras...

 

E quando há tanta coisa pra ser dita, tanta coisa presa na garganta há tempo e você simplesmente se cala?



Categoria: Meu dia
Escrito por Lênin Willemen às 17h45
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Palavras...

 

E quando há tanta coisa pra ser dita, tanta coisa presa na garganta há tempo e você simplesmente se cala?



Categoria: Meu dia
Escrito por Lênin Willemen às 17h45
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Só oi!

 

Os dias têm sido tão corridos. E isso porque eu estou de férias na loja! Hoje temos a estréia do Persona em Cena, acho que o lance que eu vou fazer com Thássia vai ficar legal.

Melodrama finalmente vai pro Rio. Quanta expectativa meu Deus, quanta coisa pode mudar na vida da Companhia e na vida dos atores envolvidos. Temos tanto trabalho pela frente...

 



Categoria: Meu dia
Escrito por Lênin Willemen às 14h03
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Campos X Madison

No último sábado, fui pela primeira vez depois da reforma, ao Teatro do Sesi daqui de Campos, para assistir “As pontes de Madison” com Marcos Caruso e Denise Del Vechio. O espetáculo é lindo, cheio de citações de reflexões. O problema foi a platéia campista que dificilmente sabe se comportar em espetáculos assim, que não têm um apelo direto à comédia.

 

Aliás, a identificação foi direta com a Madison do espetáculo.  Denise Del Vechio dá vida a uma dona-de-casa, mãe de família que mora há anos na pequena Madison no interior dos EUA. Apaixonada por literatura e por arte, acaba por se conformar com a vida medíocre proporcionada pelo lugarejo. A chegada de um fotógrafo muda tudo e ela descobre a paixão no sentido mais amplo da palavra.

 

Sinto-me tão engaiolado nessa Campos que cada vez parece me sufocar mais. Olho os jornais da capital, a TV, a internet, o cinema e me dá a sensação de que tenho tanta coisa pra viver, “há tanta vida lá fora, aqui dentro...”. Porque esse vazio tão grande?

 

Sempre ouvi que eu devia sair daqui. Lembro-me que no final do ano passado, encontrei um amigo que não via há tanto tempo, ele está morando no Rio. E numa conversa séria sobre os rumos que cada um de nós tomou ele sem querer soltou: “Nossa, você era um cara que eu falava; putz, Lênin vai muito longe, vai arrebentar...”. Eu sei que ele não falou de maldade, claro que não. Mas aí me veio a estranha sensação de estar desapontando um monte de gente, de ser um grande fiasco, um futuro abortado.

 

Sei que cada dia que eu passo nessa cidade é como se fosse um dia a menos na minha vida. Chega uma hora em que você parece simplesmente não ter mais o que fazer num mundinho pequeno e tacanho como esse. Numa cidadezinha que ainda vive de coluna social, arrota preconceitos, afunda num mar de lama político, eleva a pseudo-arte e atrofia os verdadeiros artistas.

 

Pode parecer exagero, muitos vão dizer “mas você só tem 25 anos”. Pois é. As oportunidades pra quem tem 25 anos não são as mesmas de quem tem 20. E assim o tempo vai passando e eu vou ficando aqui. Vendo os amigos irem embora. Cada ano é um que se vai. E eu ficando. No mesmo emprego de sempre, fazendo as mesmas coisas de sempre.

 

Eu estou cansado disso aqui.



Categoria: Eu vi
Escrito por Lênin Willemen às 11h01
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Fugir e não voltar

São demasiado pesadas, estas lágrimas que carrego nos caminhos que me esperam. São choradas dentro de mim e não inundam o desespero que regressou.
Não sei chorar. Algo prende este rio de correr, esta dor de escapar. E assim, sinto-me a sufocar, sem nunca asfixiar...
Aqueles corredores...Que te encostam aos outros, que te esmagam nas portas, nos sorrisos, e na confusão...
-Deixa-me sair!!!! Deixa-me voar, rasgar este ar asfixiante!

Adormecer. Esquecer. Fugir para longe e nunca mais voltar...



Categoria: Sons & Poesia da vida
Escrito por Lênin Willemen às 15h08
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Nada de novo

Esperando alguma coisa boa acontecer no dia de hoje. Mas acho que não vai.



Categoria: Meu dia
Escrito por Lênin Willemen às 20h44
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Existem circunstâncias em que as coisas parecem se congelar. Nada anda, nada flui, e temos a sensação de que estamos no meio do mar, num barco a vela, mas sem vento algum que nos permita navegar. O que fazer numa situação assim? Lamentar-se e fazer-se de vítima é a via mais fácil, mas não há ganho algum nisso – e, muito menos, maturidade. Resta então a possibilidade de trabalhar a sua atitude em relação à “paradeira”, Lênin. Pense bem: que aspectos de sua vida se encontram estagnados? Você mantém uma relação só por manter? Está num emprego apenas por estar? Mora num lugar que não aprecia? Após pensar nisso, planeje: o que você pretende fazer para mudar esta situação? E, mais do que tudo, reflita: de que maneira você joga seu tempo e sua energia fora? Você descobrirá que, com certeza, há coisas que você faz que são puro desperdício de tempo. Identifique isso e neutralize a fonte da sua estagnação. Você até pode achar tudo uma droga, mas ao invés de ficar reclamando procure verificar que atividades você pode desempenhar, a fim de se sentir com energia novamente.



Escrito por Lênin Willemen às 20h36
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Corrigindo

Não fui justo no meu último post.

Generalizei com a equipe, quando na verdade Ingrid, Liliane, Paulo Vítor e Cristina estiveram sempre por perto de alguma forma. O carinho e o cuidado desses irmãos muito me sustentaram em momento difíceis.

Mas foram só eles.

Mantenho o dito.

E muito me alegrou o comentário do Paulinho. Uma esperança. Quem sabe é hora de recomeçar?

 



Categoria: IECJS
Escrito por Lênin Willemen às 20h36
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Saudades

 

Hoje estive com a minha querida Tia Élida na loja.

Talvez ela não saiba o imenso carinho e afeto que tenho por ela; eu nunca disse. Mas revê-la, me trouxe uma rajada de lembranças dos bons momentos que passamos juntos: As Clínicas, a campanha, os cultos nas ruas, as centenas de ensaios, os encontros da equipe... Saudade de um tempo que se foi, pessoas como ela que o destino tratou de afastar temporariamente do meu caminho. Aí bateu uma saudade louca da minha preciosa Débora, do meu querido Paulinho Sepúlveda de quem fiquei muito próximo na adolescência, de Cimá, de Mendelson, de Tigrão, Felipe, Rodriguinho, Estevão, meu caro Estevão, de Vinícius que deixou esse mundo já faz dez anos... Muita saudade de todos.


Ao mesmo tempo, hoje sinto maior do que nunca, o abismo entre mim e a Equipe. Foi impossível desassociar toda a minha situação com Lucélia, do resto da equipe.

Como eu posso permanecer no grupo que apóia uma pessoa que me causou tanto dano?

É uma questão de valores, do que é certo e errado, do que é honesto e desonesto, falso e verdadeiro, de bom ou mau-cárater. A equipe fez uma escolha. Entenderam que a certa na história toda foi ela. Mas ninguém sabe a história toda. Só eu e ela. E quer saber? É melhor que seja assim. Ela precisa fincar pé em algum lugar, nunca teve pouso em parte alguma, nunca teve ninguém. Ela precisa ser amada, mesmo que seja por uma coisa que ela não é. E acreditem, ela não é o que parece. Mas agora pouco me importa. Levei dois anos para arrancá-la de mim, e hoje ela não é NADA. Simplesmente NADA. Só lembro que ela existe quando a vejo e fico muito feliz por essa situação, busquei muito isso.

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Me cansei um pouco da velha história do "Senti sua falta ontem". MENTIRA! MENTIRA! MENTIRA! Cada vez que ouço isso me sinto como um objeto que não está mais decorando a sala de visitas de quem me fala. Se sentiu mesmo a minha falta, porque não ligou, mandou um e-mail, foi à minha casa, ao meu trabalho? A verdade é que as pessoas se sentem constrangidas a dizer que sentiram falta, não querem se sentir culpadas por nada. E talvez realmente ninguém tenha culpa de nada. Falta a fé em obras, não em palavras.

Por isso, quando me encontrarem na rua, não me digam "senti sua falta". Tentem pelo menos mudar o texto para manter a sua "consciência cristã" tranquila.

 



Categoria: IECJS
Escrito por Lênin Willemen às 21h47
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Boas-Novas

Hoje o dia termina lindo...

Feliz demais...

Caminhos se abrindo... Possibilidades... Oportunidades...



Categoria: Meu dia
Escrito por Lênin Willemen às 20h54
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Eu também vi

Barbara Heliodora
O Globo | 09:29h | 27.MAI.2010
De uma imensa melancolia

Há muitos anos, quando estreou “Perdoa-me por me traíres”, Nelson Rodrigues ficou bastante aborrecido porque o texto foi mal recebido por boa parte do público e da crítica. Desde então, periodicamente, alguém resolve remontar a peça — sem, no entanto, conseguir que ela conquiste um lugar entre os bons trabalhos do autor. Ao contrário, mais de uma vez maus espetáculos têm agravado as deficiências da obra em si.

No momento, está em cartaz na Laura Alvim uma produção de Breno Guimarães, Charles Daves, Cláudio Handrey e Leonardo Miggiorin que, infelizmente, tem de ser incluída entre as piores que esse texto já ruim de si tem conhecido. O problema tem origem na dramaturgia, pois a peça é mal construída: começa com a história de Glorinha, a colegial que se inicia na prostituição, mas depois passa a ser mais a história da mãe da jovem — tudo misturado com lições de moral, grand-guignol, macumba e sexo barato, infelizmente mal realizado em todos os seus aspectos, como uma receita que não dá certo porque as medidas usadas não eram as corretas. Dá para se saber que é Nelson Rodrigues, mas não da melhor colheita.

A cenografia de José Dias é reduzida a algumas cadeiras (duas que viram escadas), uma mesa e um praticável de dois degraus; os figurinos de Nívea Faso são desiguais; e, em montagem na qual a luz é crucial, há pouca definição na iluminação assinada por Fernanda Mantovani. Mas é na direção de Cláudio Handrey (qua também atua e é responsável pela trilha, inexpressiva) que fica situada a falha determinante do espetáculo: nada pode ser satisfatório depois que cada personagem, ao entrar ou sair de cena, tem de dar uma espécie de pulo para ultrapassar uma barreira “invisível” que delimita o espaço da ação. A par disso há exageros de gestos, movimentos de ordem unida, artificialidade permanente, que contribuem todos para tornar a trama ainda mais desastrada do que já é. Como está em moda, aqui também aparece um casal dançando tango, o que é bastante cansativo.

A direção provoca inevitavelmente uma série de atuações despropositadas. As duas colegiais são apenas exageradas. Suas marcas as poupam, mais do que aos outros, de movimentos risíveis e ridículos, supostamente definidores das características dos personagens — mas nem por isso conseguem apresentar atuações melhores. Alice Motta, Andressa Lameu, Bianca Nascimento, Breno Guimarães, Charles Daves, Cláudio Handrey, Fabiana Aveiro, Leonardo Miggiorin, Manoelita Lustosa, Patrícia Ramalho e Tamires Nascimento estão todos mais ou menos igualmente mal no elenco. O resultado do todo é de imensa melancolia, sendo impossível descobrir qual poderia ter sido a intenção do diretor com a maquinal e caricata linha de movimentos, que tanto agrava as deficiências dessa infeliz “Perdoa-me por me traíres”.



Categoria: Eu vi
Escrito por Lênin Willemen às 09h10
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PRA FORA

Falar sobre certos assuntos é muito difícil. Mas tem momentos em que o que você mais precisa é colocar para fora, escancarar aquilo que tenta-se há meses empurrar para dentro da gaveta.

Meu pai.

Depois de dez anos sem vê-lo, decidi tomar a iniciativa de procurá-lo. Calma, não foi de uma hora para outra. No processo do "Anel", estávamos trabalhando as nossas próprias histórias de perdas, e o afastamento do meu pai veio á tona. Então num feriado, decidi pegar o ônibus para Macaé e revê-lo.

Mas antes preciso voltar no tempo.

1999. Eu tinha 14 anos e tinha ido passar duas semanas das férias na casa do meu pai em Macaé. A primeira semana foi tranquila, mas na segunda... Bem, teve um dia que a mulher dele fez um cozido que não estava lá muito bonito. Então preferi comer um lanche na rua. Foi o estopim pra ela explodir e me expulsar da casa (que era dela). Anos mais tarde eu entendi que, naquela semana, ela apenas suportou a minha presença ali. Eu nunca entendi o porquê do meu pai se envolver com uma mulher como ela. Sem cultura, rude, grosseira... Enfim. O fato é que meu pai saiu da casa junto comigo. Fomos passar a noite na casa da Tia Leda, que morava perto. Depois meu pai achou que eu ficaria melhor com tia Terezinha. E foi ótimo conhecer meus primos, de quem eu tinha uma vaga lembrança na primeira infância. Aline, Waguinho e Nelsinho. Passei minha segunda semana em Macaé lá. E meu pai indo me ver todos os dias.

Depois disso nunca mais o vi.

Nos falamos algumas vezes pelo telefone em alguns natais, mas só.

E então, decidi tomar uma atitude e fui.

Chegando lá esperei por longos 30 minutos até que o vi. Dez anos depois. Ele não me reconheceu mas eu consegui reconhecê-lo. A primeira impressão que tive foi que ele encolheu. Claro que não, eu que devo ter crescido alguma coisa. Mas não foi fisicamente que ele encolheu. Foi na alma. Após um abraço, caminhamos para o terminal de Macaé para pegarmos o ônibus para ir para casa dele (da mulher dele, sim eles ainda estão juntos). Após alguns minutos o silêncio dominava. Eu perguntava muito sobre ele, a vida dele, o que ele tinha feito. Porque meu pai tinha tudo para ir muito longe, sempre foi muito inteligente. Mas as respostas vieram monossilábicas e iguais: cuidando das crianças (os filhos da mulher dele), dos netos (os filhos dos filhos)... Eu queria muito contar pra ele quem o filho dele tinha se tornado: O teatro, a faculdade, os namoros, a igreja, a família, a música, as viagens, os amigos... Mas ele não perguntou. Nada.

Ele parecia alheio a tudo, confuso. Tivemos que descer no meio do caminho pois ele constatou que tinha pegado o ônibus errado, enfim. Depois de algum tempo chegamos na casa. A mulher dele estava lá. Preparando o almoço. Me tratou bem, ela sim me perguntou o que eu estava fazendo. Logo depois meu pai sugeriu que fôssemos num bar próximo comprar um feijão tropeiro muito bom para completar o almoço. Fomos. E no caminho, outro silêncio constrangedor. Na volta, passamos na casa da Tia Leda e foi muito bom revê-la. Chegando na casa, almoçamos e liguei para Tia Terezinha, pois queria revê-la antes de ir. E também porque queria sair dali o quanto antes. Meu primo Waguinho atendeu, estavam na casa da Aline. Ele se prontificou a ir lá me buscar.

Enquanto meu primo estava a caminho, chegou por lá o João Cláudio, filho da mulher do meu pai. Ele estava com o filhinho dele. Ele chamou meu pai de "pai". E disse pro bebê "Vai lá com o vôvo". E aquilo me cortou a alma e me sangrou por dentro. EU ERA O ESTRANHO ALI. Aquela era a família do meu pai, aqueles eram o filho e o neto dele. O neto que eu não se poderei dar.

Waguinho chegou logo, para meu alívio e fomos embora. Me despedi deles e entrei no carro e desabafei com meu primo. Ele disse claramente o que tinha sido aquilo tudo: Reflexo do Alcoolismo na vida do meu pai. Perdi dois tios com problemas sérios de alcoolismo, um deles, o pai de Waguinho.

Chegando na casa da Aline, revi minha prima e minha tia Terezinha, conheci a filha de Nelsinho e o marido da Aline. E todos me disseram que havia acontecido o mesmo com tio Nelson antes de falecer. Não se interessava mais por nada da família. Só muito perto de morrer é que ele foi voltando. Mas já era tarde. E passamos aquele fim de tarde conversando amenidades, vendo bobagens na TV. Eles queriam me fazer esquecer o que eu tinha vivido.

Mas eu não esqueci. Não tem como esquecer que o meu pai, não é meu pai. É pai de João Cláudio, Pâmella e Fernanda. Tem sete netos. E se acostumou com uma vida medíocre de aposentado e "avô". Com a divertida função de buscar os netos na escola. E não dá pra esquecer que nesse exato momento, ele deve estar com um copo de cerveja na mão.

Desculpem.

Não consigo mais escrever.

 



Categoria: Meu dia
Escrito por Lênin Willemen às 22h05
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E ontem, no teclado, saiu isso:

Como se abrisse os olhos
e não visse mais ninguém.
Parando o tempo e o mundo
e entrando em você.

Você que não vai chegar,
me fazendo acreditar
que os meus medos foram em vão.
Onde está a tua mão?

Sim, eu te amei de um jeito diferente.
Em silêncio e agora em canção.
esperando quebrar o seu "não".

Tive que aceitar o "EU" e não  "A GENTE"
Era pouco o que eu tinha pra dar,
agora nada ficou no lugar

Quando a tua janela se abrir,
você não vai querer ficar.
Mas eu vou estar aqui
esperando você voltar.

Sim, eu te amei de um jeito diferente.
Em silêncio e agora em canção.
esperando quebrar o seu "não".

Tive que aceitar o "EU" e não  "A GENTE"
Era pouco o que eu tinha pra dar,
agora nada ficou no lugar



Categoria: Sons & Poesia da vida
Escrito por Lênin Willemen às 18h32
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Ele perdeu a fé

 

 

Quando ele vai descobrir que pode amar denovo? A primeira vez ele foi inocente demais e ficou para trás. Depois, ele não soube conviver com o fato de ser amado afastou a única pessoa que que o amou de verdade. Anos mais tarde ele achou que tinha encontrado a garota perfeita. Se entregou. E foi a pior de todas. Foi a que mais destruição causou.

Ele se apaixonou denovo. E foi usado, manipulado para fazer vontades e mimos. E desaprendeu a confiar nas pessoas.

Ele perdeu a fé.



Categoria: Meu dia
Escrito por Lênin Willemen às 12h58
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Para Luciana, Lud, Mahelle e Guilherme

 

 

Lênin Fraga Willemen
Brasileiro, 24 anos, vendedor, (ator?), faculdade de jornalismo incompleta.

Bem... Não era bem isso que eu imaginava para o meu aniversário de 25 anos.

Chega uma hora em que você se vê no meio de adolescentes e descobre que você não é mais um deles. Você é um adulto tentando fingir que não cresceu. Mas o espelho não te deixa mentir por muito tempo. E os seus irmãos de idade também não.

Luciana, Ludmilla, Guilherme, Mahelle, meus queridos companheiros da geração de 1985. Cada um de nós com nossos medos, tristezas, decepções, alegrias, apostas, sonhos e expectativas. Cada um de nós, mesmo longe, temos no vínculo da idade, a certeza de que somos compreendidos por alguém nesse mundo cada vez mais absurdo. O tempo passou para nós e a sensação de que ainda não somos o que deveríamos ser é angustiante. Parece que ninguém entende essa dorzinha aguda que a gente sente no final do dia, vez por outra. As vezes mais forte,  as vezes por mais tempo... O fato é que parece que tudo aquilo que sonhávamos lá em 2002, no final do Ensino Médio, ficou tão tão tão distante... E nossos olhos já não brilham como naqueles anos, estão embotados com os afazeres diários. E não nos damos conta de que na verdade, há muito deixamos de sonhar.

Quando vai chegar nossa hora? Quando vai acontecer? Quando NÓS vamos acontecer? As repostas ecoam vazias na nossa cabeça. Cansamos de procurar, cansamos de sonhar. Mas não podemos. Tem uma fala muito bonita em Hoje é dia de Maria que diz: "O que há de ser tem muita força!"

Não sei porque escrevi isso, mas tenho a sensação de que nós estamos num momento muito parecido de nossas vidas.

Não sei de onde tiraremos forças mas precisamos ir em frente queridos, por mais que as vezes pareça difícil.

Tem sido difícil pra mim também. Mas nós vamos chegar onde temos que chegar. No tempo certo. Saber que vocês existem me dá a certeza disso.

Amo vocês.

Um forte abraço...

 

Lênin

 



Categoria: Meu dia
Escrito por Lênin Willemen às 20h09
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