Abismo

Em mim ecoa um vazio terrível nesta semana. Eu queria entender como um relacionamento pôde ter me destruído a ponto de eu esquecer como se sorri. Talvez o que mais me doa é ser ignorado, porque me faz perceber que foi tudo mentira, não havia sentimento nenhum por parte dela. E a forma como tudo acabou, o que veio depois, uma sucessão de erros e mentiras. Eu imagino que se eu estivesse vendo de fora, não entenderia esse sofrimento todo. Mas a dor é algo que a gente não explica, não tem razão de ser, ela apenas fere e mata aos poucos

Uma anestesia. Era disso que eu precisava. Algo que me fizesse passar os dias, as semanas, sem sentir nada. Eu nunca estive tão mal. Nunca estive tão sem esperança. Apenas um espectador que vê os dias passarem como um filme triste, e torce para que logo chegue até o final. Nunca estive tão sem vontade de viver.

Segunda

Se redescobrir no meio da tempestade é algo difícil, mas quando conseguimos, parece que nos tornamos outras pessoas, melhores, mais fortes e mais seguras. Não podemos esperar a cura vir para continuarmos a caminhar, não podemos esperar o coração parar de sangrar todas as dores para voltar a sorrir. É preciso cantar novamente a canção do amor.

É ela!

Acabou a tempestade eleitoral e Campos já tem uma nova prefeita. Uma paz reina sobre a cidade, e algo me diz que é o prenúncio de um novo tempo sobre a planície.

Boa semana!!!

Amar alguém

Amar alguém é uma experiência pela qual todos passamos na vida. E a forma como reagimos a esse sentimento é que determina o futuro dele.

Há quem se entregue de corpo e alma, sem se importar com o depois. Existem aqueles que platonicamente se preservam demais, e nunca descobrem se seriam correspondidos. Tem quem ame tanto e, por isso mesmo, brigue tanto.

Amar alguém é um caminho sem volta, e você nem mesmo sabe quando começou a andar nele.

Cidade deserta

Hoje tive uma sensação estranha. Uma paz que me deu certo medo. Uma quietude na cidade, um clima de serenidade e de calma que muito me lembram aqueles silêncios que antecedem uma explosão. O pleito de domingo pode ser apenas mais uma etapa de 2004, o ano que não acabou; mas não é isso que a cidade espera e merece. Oremos irmãos, oremos. A semana pode ser decisiva e tem tudo para ser o começo de um novo tempo em nossa cidade.

Cobertura - Eleições

Essa cobertura das eleições por parte da imprensa escrita está de doer. A manchete da Folha de hoje era inacreditável: “É ela! Por bem ou por mal”. Qualquer coisa. O Diário também não anda lá essas coisas não, vez por outra dá umas escorregadas dessas. E o Monitor dá a leve impressão de por precaução, estar afastado demais da cobertura política da cidade, parece um jornal de São Paulo cobrindo as eleições de Campos. Os blogs têm desempenhado papel importantíssimo nessa cobertura, destacando-se o  http://www.urgente.blogspot.com/, de Vitor Menezes e o http://robertomoraes.blogspot.com/ do professor Roberto Moraes.

Debate - Segundo turno

Bom sobre, o debate de domingo o que dizer? Clima tenso em todos os momentos. A exceção era quando Arnaldo terminava de responder e fazia aquela cara de “acabei com ela agora”. Cômico se não fosse trágico. O pedetista atrapalhou-se por vários momentos e disfarçava seu descontrole sobre o tempo de resposta afirmando que estava “satisfeito”. Rosinha poderia ter se segurado mais e não ter entrado no jogo adversário, e cansou com a afirmação “mais uma vez o candidato falta com a verdade”. Mas a peemedebista se saiu bem deste penúltimo debate. Um vencedor? Muuuuuuuu, não sei não...

Comunicar

Comunicação. É a primeira coisa que realmente aprendemos na nossa vida. O engraçado é que, depois que crescemos, aprendemos as palavras e realmente começamos a falar, fica mais difícil saber o que dizer. Ou como pedir aquilo que realmente precisamos.

 

No final das contas, há algumas coisas que não dá para evitar de comentar. Algumas coisas que a gente não quer ouvir e algumas coisas que a gente fala porque não dá para segurar mais. Algumas coisas são mais do que você diz, elas são o que você faz. Algumas coisas você fala porque não há outra opção. Algumas coisas você guarda pra você mesmo. E, não raro, às vezes algumas coisas falam por si só.

Amizade? Eles e Elas

Sempre defendi a tese de que a amizade dos homens acaba sendo mais sincera e estável do que a das mulheres. Mas percebo que elas são mais solidárias nos momentos difíceis. As garotas se "blindam", se protegem, se ouvem e se entendem melhor. Talvez o passado de opressão aosexo feminino explique um pouco essa união em torno da dor. Os homens, por sua vez, carregam um histórico de machismo que diz que eles não podem sentir o fim de uma relação, por exemplo. O que aprendi, depois de toda essa turbulência do meu último relacionamento é que ou os garotos ainda têm dificuldade em entender e chegar até o irmão ao lado, ou talvez eu é que tenho buscado amizade no lugar errado nos últimos dois anos. Mas isso já é assunto para um próximo post...

...

Decisões a serem tomadas, que podem mudar muita coisa no próximos dias.

Não, eu não tirei isso de horóscopo nenhum.

É apenas algo que está em meu espírito.

Solidão

Hoje parei para pensar em como estou sozinho aqui em Campos. Ao mesmo tempo que tenho sempre muita gente a minha volta, os meus companheiros de toda uma vida se encontram longe. E que falta me fazem.

Minha amiga Débora. Companheira de tantos anos, confidente, ouvido sempre pronto, paciente. Hoje mora em BH, casada. Lembro com carinho das nossas conversas no portão, dos conselhos mútuos, da forma honesta e sincera com que sempre me tratou. Talvez Débora tenha sido a única pessoa dentro da igreja que nunca me olhou com pena. E isso, hoje, faria uma enorme diferença.

Durante algum tempo também tive em Felipe e em Paulinho, grandes amigos. Confidentes, com quem se podia ter sempre aquele papo de homem, conselhos, conversas sobre as meninas, como curar uma dor-de-cotovelo mal resolvida. Hoje os dois também estão casados, Felipe eu vejo menos do que gostaria, Paulinho também. Mas guardo um carinho grande de nossa adolescência e descobertas.

E Lud? Minha amiga-irmã? Aquela que tem uma história de vida tão assustadoramente parecida? Nossos diálogos em cada saída de ensaio, nossos lanches nos “podrões” do Centro, nossos medos, nossos desejos, nossas afinidades, nossos risos, nossa compreensão. Ah Lud-lud... Que falta eu sinto de você.

 

Amazona sempre foi um ponto de força e de abrigo. As dúvidas mais cruéis, os medos mais enormes eram dissipados com aquele ar de que vai dar tudo certo que ela tem. Paciência, carinho, atenção, generosidade. Minha amiga hoje ganha os palcos do Brasil, e como eu fico feliz por ela! Ela merece muito, muito mais.

 

Um nó na garganta me faz parar e suspirar um pouco. Uma saudade agudinha que umedece os olhos e parece me doer a alma. Eu to lutando gente. Não estou parado não. Mas o ferimento foi grande, quase morri, por isso a caminhada começa mais lenta. Mas to andando. É que às vezes sangra denovo. E aí tenho que parar e tratar. E vai ser assim até cicatrizar.

 

 

 

Persona na coxia

Bom, quem conhece um pouquinho da Persona, sabe que nós nunca estamos parados, por isso não é novidade nenhuma dizer que nós estamos ensaiando muito para o final do ano. Bom, ainda não tive uma visão de como está tudo, apenas bisbilhotei o ensaio do segundo ano e ache beeeem legal. O nosso auto de natal também está ficando divertido, diferente, promete.

Hoje tivemos uma deliciosa apresentação de “De fuxicos e retalhos” para as crianças que estão internadas na Santa Casa de Misericórdia de Campos. Não sei quanto ao resto do grupo, mas eu saí com uma sensação gostosa no peito, de poder ter de alguma forma, mudado a rotina tão difícil daquelas crianças. E olha que eu nem fiz nada, os atores é que fizeram, mas poder estar ali com eles encheu meu dia de alegria.

Bom, não contei a ninguém, mas acho que este é um bom momento e espaço para isso. Os últimos quatro meses foram muito difíceis pra mim. A minha vida pessoal estava destruída, era caquinho quebrado pra tudo quanto é lado. Perdi muito meu chão, mas estar tão dentro da Persona neste tempo, foi a minha tábua de salvação. “Fuxicos”, “Melodrama”, “Desejo” e a performance me ajudaram e muito a manter o meu eixo, o meu centro. A faculdade também foi importante neste processo, e principalmente a minha fé. E quando digo fé, não falo em igreja, na instituição ou em pessoas. Porque não tive apoio de ninguém da igreja, mesmo gritando por socorro. Digo fé em Deus, nos planos e sonho que eu sei que ele tem para mim. No amor e cuidado constante que ele me dá.

Disso tudo, o que eu queria destacar, é como o teatro é importante para nos manter em equilíbrio constante. O ator aprende a lidar com os seus sentimentos, a domá-los, e quando está no meio de processo teatral, isso fica mais fácil.

A Persona é assim na minha vida. Quando tudo desmorona, lá é onde eu sei que posso reconstruir tijolo por tijolo. E a obra nunca é feita só. Companheiros sempre aparecem para ajudar a erguer novamente a casa. Mesmo com tantos desses queridos amigos tãooooo distantes e fazendo uma falta danada, sempre surgem outros que mesmo sem saber, com gestos, olhares, palavras, se tornam fundamentais em processos pós-traumáticos como esse que passei.

Bem queridos, este é um post de gratidão a todos que fazem parte desta família, desde os irmãos mais velhos, até os mais novinhos, que estão sendo “adotados” agora. Espero contar sempre com vocês.

Outubro

Ontem assistimos às matérias que gravamos na segunda. Foi ótimo, a professora Patrícia nos deu altos toques sobre entrevistas e reportagem pra TV. É sempre muito bom exercitar aquilo que aprendemos em sala de aula. Depois Orávio tentou dar aula, mas alguns alunos resolveram entrar no campo da polítca local com discursos inflamados e a aula se perdeu. Claro que se deve discutir política. Mas Orávio só tem uma aula por semana e usá-la para isso, me parece desperdício de tempo. Uma discussão dessas caberia na aula de Luiz Antônio talvez.

Essa semana está com um ar estranho, me sinto como aqueles bichos que estão prestes a se transformar. O inverno ficou para trás com seus dias cinzas e frios. A dor que descrevi no penúltimo post, aprendi a lidar com ela, e ela já nem dói tanto mais.  O que passei nesses últimos quatro meses não foi nada fácil, não mesmo. Aflições como aquelas que o Pr Silas descreveu: "Senhor, mais um dia eu não aguento mais". Mas passou. Dessa vez tenho a certeza. Um ciclo se fechou na minha vida, e dou graças a Deus por ele ter me ajudado a passar por um deserto tão grande e árido.

Eu precisava passar por isso. Eu precisava crescer. Eu precisava mudar. E mudei. Me reconstruí, tive que virar barro novamente, despedaçado, para então ser moldado pelo Oleiro. Tive que morrer. E morri.

Hoje aprendi a pensar diferente, esperar menos das pessoas, me guardar mais, me preservar mais.

 

Epitáfio

De todos os males que me causaste
Um bem me fizeste.
Me revelaste que não há espaço no mundo para gente como eu.
Por isso mudei.
E tem dado certo.
Obrigado por me destruir.
Só assim pude renascer das minhas próprias cinzas.
Obrigado por me ignorar
Só assim pude perceber que não valia a pena.
Obrigado por ser como você é.
Só assim tenho a certeza de que não sou a pior pessoa do mundo
Obrigado por ser como você é.
Só assim posso ter a certeza de que sinto apenas pena por você.

Porque você é uma fraude.
É tudo mentira.
E lá no fundo você sabe disso.
E isso é tão triste.
Tão triste.


Coitada de você.

Semana começando

Bom hoje a aula de Telejornalismo foi muito legal. Produzi minha primeira entrevista para TV. Comecei bem, entrevistei Regina Sardinha, siretora do UNIFLU-FAFIC sobre o XI Fórum de Qualificação Profissional. Amanhã, teremos a avaliação do trabalho com a professora Patrícia Daldegan.

Na Persona, ontem tivemos uma reunião bastante produtiva e foi muito bom rever Luciana, Sunshine e Tamires nesse final de semana.

Nesta semana teremos uma apresentação muito especial do Fuxico, para as crianças internadas na Santa Casa de Misercórdia.

A dor - Grey's anatomy

Dor

A dor chega em todas as formas possíveis. Uma dorzinha aguda, um pouquinho de depressão, a dor aleatória com que convivemos todos os dias. Então tem o tipo de dor que você simplesmente não consegue ignorar, um nível tão grande de dor que bloqueia todo o resto, faz com o que o mundo inteiro desapareça até que a gente só consiga pensar que o tanto que machucamos e a maneira com que lidamos com a dor é totalmente pessoal. Nós anestesiamos, sobrevivemos a ela, ou a abraçamos, ou ignoramos. Para alguns de nós, a melhor maneira de lidar com ela é atravessando-a.
[...]
A dor. Você só tem que sobreviver a ela, esperar que ela vá embora sozinha, esperar que a ferida que a causou, sare. Não há soluções, respostas fáceis. Você só respira fundo e espera que ela vá diminuindo. Na maior parte do tempo, a dor pode ser administrada, mas às vezes ela te pega quando você menos espera, te acerta abaixo da cintura e não te deixa levantar. Você tem que lutar através da dor, porque a verdade é que você não consegue escapar dela e a vida sempre te causa mais.

Minha segunda matéria

Brancos e negros mais distantes no ensino superior 

Lênin Willemen com Agência Brasil 

Pesquisa divulgada hoje pelo IBGE com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007 aponta que as desigualdades sociais entre brancos e negros se agravaram na última década. Em 1997, um a cada dez brancos (9,6%) tinha nível superior completo. Essa proporção era de um para cada 50 (2,2%) entre os de cor preta e parda. Em 2007, esses percentuais são de 13,4% e 4% respectivamente.

Carolina Pessoa, de 20 anos, branca, é estudante do terceiro período de Comunicação Social da UERJ, e diz que a maioria de seus amigos entrou na universidade pela política de cotas: "Aqui na universidade, a maior parte das pessoas não é nem 100% negra nem 100% branca, são misturadas. E muitas vezes, quem entra, não consegue concluir o curso se não tiver uma bolsa para ajudar, porque a faculdade toma todo o tempo". Sobre o sistema de cotas, Carolina comenta: "Acho uma boa idéia. Um pouco mal aplicada, mas sou 100% a favor. É a única maneira de tentar equilibrar um pouco essa situação caótica do ensino em todos os níveis". A estudante é campista e está estudando na capital há um ano e meio.

 

Bruno Oliveira é aluno da Faculdade de Odontologia de Campos. Negro, 21 anos, ele diz que ser contra o sistema de cotas. "Acho que o sistema de ensino deveria ser reformulado para dar condições a todos de disputarem as vagas das universidades de igual para igual." Bruno ainda conta que existem apenas três negros na sua turma. "É um percentual muito baixo", afirma. A pesquisa mostra que a situação na classe de Bruno não é a exceção: A taxa de freqüência das pessoas de cor preta e parda às instituições de ensino superior não alcançou, em 2007, o patamar que os brancos tinham dez anos antes. A diferença a favor dos brancos, em vez de diminuir, aumentou nesse período: em 1997, eram 9,6 pontos percentuais aos 21 anos de idade, enquanto em 2007 esta diferença saltou para 15,8 pontos percentuais.

 

 A professora de Sociologia do curso de Comunicação Social da FAFIC (Faculdade de Filosofia de Campos), Crisolícia Regina também se posiciona contra o sistema de cotas. "O sistema de cotas, na verdade, é uma política que é limitada em si mesma, porque não alcança quem deveria alcançar e não corrige a distorção social que o Governo pensou que ia corrigir".

 

Crisolícia também afirma que a própria lei de cotas castra as pessoas pardas e negras estabelecendo os guetos. Ela afirma ainda, que a cota não é a solução, mas continua segmentando quem já era segmentado. Na verdade própria legislação está atrelada a um quesito que diz que as universidades aderem ao processo de cotas por opção. E, na opinião da professora, geralmente as instituições que fazem essa opção, são as universidades que têm menor índice de qualidade; então os aprovados por cotas acabam permanecendo apartados de um ensino de qualidade.

A professora conclui: "Há um processo histórico nisso tudo, onde há um maior índice de agrupamento nas categorias menos favorecidas, então se você tem uma privatização do ensino superior, logicamente quem já é desprivilegiado socialmente quanto ao poder aquisitivo, também é desprivilegiado no acesso ao ensino. Na sala de aula a gente percebe essa diferença. Com uma enquete rápida você percebe que a quantidade de negros é muito menor do que o número de brancos”. Se não fosse o resultado da pesquisa, os mais céticos poderiam afirmar que Crisolícia é professora de Bruno, mas a “coincidência” exposta na matéria é apenas comprovação de que negros e brancos seguem em caminhos distantes no Ensino Superior do Brasil.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, CAMPOS DOS GOYTACAZES, PARQUE LEOPOLDINA, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Livros
MSN -

 
    Visitante número: