Revirando o baú...

Vez por outra, vou dar uma vasculhada nos arquivos do blog. Eis uma mensagem publicada há um ano atrás:

 

22/11/2007

Trabalhando...

O dia hoje foi tranquilo na loja, calmo até demais. Estou com os pés em frangalhos, mas feliz por estar trabalhando num lugar tão bacana. A Hering é uma marca com tradição no mercado, mas não parou no tempo, está sempre atenta às novas tendências.

O Retiro foi muito vivo, muito avivador, eu diria. Esperança renovada em muitas áreas, principalmente no que diz respeito a ministério.

E lembrando que nesta semana temos Rede de Jovens!

Antônio Roberto, um Poeta

 

Deixei para escrever hoje sobre a triste perda do poeta Antônio Roberto.

Antônio era, como tia Tânia diz, um gentleman. Generoso, gentil, afetuoso; sabia lidar com as palavras e com as pessoas, e não via nisso qualidade ou virtude. Era apenas parte da sua natureza, algo tão simples para ele e tão distante para nós. Fica o seu legado, de amor às letras, de incansável luta pela valorização da verdadeira arte e de valorização do ser humano. Antônio Roberto. Um Poeta.

 

 

Livinha's Home Beach

O final de semana foi divertido apesar da chuva. Ou talvez por causa dela. O fato é que foi muito bom passar esses três dias na praia, com o pessoal da Persona. Mesmo com toda a diversão, quando voltei percebi que tinha algo diferente em mim. Eu me sinto pronto para recomeçar de onde parei.

De volta!

Oi pessoas!

Descobri que esse blog é acompanhado por pessoas de verdade! Sempre achei que isso aqui fosse realmente "Monólogos de um eremita". Acho até que vou mudar o título.

Bom, "Minha vó contou" foi incrível, quem não viu, perdeu! Me parece que temos a turma de primeiro ano mais dentro da Persona desde a turma de Luciana, Maria Luiza, Tamires e Claudinha. Chapeuzinho Vermelho foi um sucesso, todos amaram.

Acho que finalmente meu organismo somatizou todas as angústias dos últimos meses. Uma crise violenta de inflamação na garganta me tombou ontem. Tô melhorando, mas aos poucos.

E é isso.

Aninha e Ednalva

Duas pessoas diferentes. Parte da mesma equipe, mas pessoas diferentes. Aninha eu conheço desde sempre. Ednalva há pouco mais de três anos. Duas preciosas servas que Deus usou na tarde de terça-feira para me buscarem lá no fundo do poço, vazio, solitário, frio. O papo que tivemos ontem, foi uma oportunidade de ver, de ouvir, de entender e aceitar as coisas como elas realmente são. Obrigado meninas. Por mostrarem que o inverno não dura para sempre. Por me fazerem ver que a primavera já tinha chegado, mas eu ainda estava agasalhado para o frio. Agora é só deixar o calor entrar, e descongelar esse coração que por tanto tempo sofreu com o tempo.

A equipe

Era mais uma "Operação Carnaval" e era o ano de 2006. Equipes foram montadas para a ação daquele ano. Estava na sala de Tia Selma e comecei a pecerber uma movimentação na ala esquerda da Congregação. Amigos tão queridos, de longa data estava se unindo numa das equipes. Conversei com Josete e acertei que comporia aquele grupo.

Foram dias especiais os primeiros da nossa equipe. Tanto, que ao final daquele ajuntamento de oitenta e cinco horas, nós tínhamos a certeza: Queríamos continuar juntos. E continuamos. Pessoas de origens diferentes, como Vanessa, Elaine, Suellen, Eu e Dani, remanescentes da P5; Josete, vindo de uma PIS, o imenso contigente de instrumentistas que leva a nossa equipe a ser conhecida como a "equipe dos levitas". Diferenças que desapareciam quando estávamos juntos.

A equipe. Um grupo que eu sempre amei e sempre quis que estivesse junto. Não posso abandonar, não posso sair. Se tem alguém no lugar errado, esse alguém não sou eu.

Demais - Grey's Anatomy

Quando você era criança, era com os doces. Você escondia tudo dos pais e comia até passar mal. Na faculdade, ou na juventude, você aproveita o quanto puder das fases boas, porque elas não aparecem o quanto elas deveriam. Porque as boas coisas não são sempre o que aparentam. Muito de qualquer coisa, mesmo amor, nunca é uma coisa boa.

E como você sabe que demais é demais?

Cedo demais.
Informação demais.
Diversão demais.
Amor demais.
Pedir demais...

E quando tudo passa a ser coisa demais para se aguentar?

Aviso

Desbloqueei os comentários do Blog. Agora todos podem comentar.

Casulo

Não sabemos, ou fingimos não saber a hora de mudar. Mudanças são dolorosas, porque implicam em deixar algo para trás e abraçar o desconhecido, o novo, o diferente. Evitamos ao máximo esse processo, e só mudamos de verdade quando nos vemos acuados e sem saída. Quando nos vemos feridos. Quando tudo se encaminha para um futuro diferente daquele que planejamos. Mudamos porque somos obrigados.

Algumas mudanças são repentinas. De uma hora para outra, a gente percebe que tem algo diferente dentro de nós. Mas existe aquela transformação que é só nossa, e requer tempo. A gente precisa entender o que está acontecendo e entrar no casulo. Ali começamos a metamorfose. Dali só sairemos quando estivermos prontos para encarar o mundo novamente; quando pudermos enfrentar os desafios de se viver num mundo mutante, cheio de pessoas mudando o tempo todo.

Juventude abortada

Envelheci dez anos em 2008.

Crianças

No domingo de manhã reparei numa criança, na igreja. Com quase um ano de idade, todos a amam, querem estar com ela, beijá-la e abraçá-la. Há um carinho e vontade de cuidar daquela criança, que ainda não sabe, mas quando adulta, não terá tanta facilidade em ser aceita e amada. Fiquei me perguntando: Será que algum dia, como aquela criança, eu fui amado, protegido, abraçado e beijado? Não sei, talvez sim, talvez não. E ficou uma saudade de um tempo que nem sei se eu vivi.

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